Do estreito de Ormuz ao canal do Panamá, 5 vias marítimas estreitas

 

Matérias-primas. O Irã praticamente fechou o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, ao atacar mais de uma dezena de navios nas últimas duas semanas que tentaram atravessar a passagem marítima.

Pressionado aliados europeus a ajudar a garantir a segurança do estreito, alertando em 15/03 que será "muito ruim para o futuro da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]" se não apoiarem os esforços americanos para reabrir Ormuz. Mas o Irã prometeu manter a via fechada.

Preços do petróleo Brent saltarem de cerca de US$ 70 (cerca de R$ 350) por barril antes do início da crise para mais de US$ 100 (aproximadamente R$ 500).

Bens de consumo a matérias-primas agrícolas — também está sendo afetado.

Questão mais ampla: o comércio global depende de um número surpreendentemente pequeno de rotas marítimas estreitas, frequentemente chamadas de "gargalos" marítimos.

Reduzindo em pelo menos dez dias o tempo de viagem entre a Ásia e a Europa. A via responde por 10% do comércio marítimo global, incluindo 22% do transporte de contêineres, 20% dos embarques de automóveis e 10% do petróleo bruto.

Diretamente. Mas a via não está imune a acidentes, como mostrou o encalhe do navio porta-contêineres Ever Given em 2021. A embarcação bloqueou o canal por seis dias, interrompendo cerca de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões) em comércio.

Estreito de Bab el-Mandeb, na extremidade sul do mar Vermelho.

Grupo houthi no Iêmen, apoiado pelo Irã, entre 2023 e 2025,realizados em resposta à guerra de Israel contra o Hamas em Gaza, forçaram muitas empresas a desviar rotas pelo sul da África.

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